Mudanças Climáticas: Quais as principais e como podemos combatê-las

Mudanças Climáticas: Quais as principais e como podemos combatê-las

A interferência humana no sistema climático traz sérios riscos tanto para sistemas naturais quanto humanos. Por isso, a avaliação de impactos, adaptação e diagnóstico de vulnerabilidade são análises imprescindíveis para que o ser humano possa coexistir em equilíbrio com os demais ecossistemas do planeta Terra. No entanto, uma tendência persistente tem se observado nos último 70 anos: Impactos ambientais e sociais tem ficado cada vez mais inconstantes com a mudança global do clima, principalmente em função do aumento da temperatura global e da emissão de gases poluentes. A seguir, tem-se 2 gráficos que explanam sobre mudanças observadas nos continentes, referentes à sistemas físicos, biológicos e humanos, como também um aumento da temperatura global durante os anos.

Gráfico 1 – Principais impactos notados nos continentes em sistemas físicos, biológicos e humanos

Gráfico 2 – Aumento da Temperatura Global

Fonte: Iniciativa Verde, 2015

Dos gráficos extrai-se que, em muitas regiões, a mudança de precipitação ou derretimento de neve e gelo estão alterando os sistemas hidrológicos. Isso significa que muitas espécies terrestres, aquáticas e marinhas mudaram e mudarão sua distribuição geográfica e atividades sazonais em resposta às mudanças climáticas em curso. Além disso, aumenta-se os impactos oriundos de eventos climáticos extremos como, por exemplo, ondas de calor, secas, inundações, ciclones e incêndios florestais. Também há riscos relacionados a vulnerabilidade e desigualdades sociais produzidas, muitas vezes, por processos de desenvolvimento desigual e acentuados pelo clima, resultando em situações de pobreza ou de risco ambiental.

Dentre os problemas que gerados, cabe também mencionar os graves problemas de saúde e interrupção da subsistência para grandes populações urbanas devido a inundações em algumas regiões do interior e os riscos sistêmicos devido a eventos climáticos extremos que levam à desagregação das redes de infraestrutura e serviços essenciais como energia elétrica, abastecimento de água e serviços de saúde e de emergência. Isso reverbera, também, no risco de insegurança alimentar e quebra das cadeias produtivas de alimentos. No fim, toda a cadeia de existência do ser humano e demais seres está sendo prejudicada em funcão do aquecimento, secas, inundações e extremos de precipitação e variabilidade, especialmente para as populações mais pobres em áreas urbanas e rurais ou seres mais sensíveis a mudanças de clima.

Deste modo, considerando a gravidade e rapidez que os problemas climáticos podem ter, as exigências cotidianas para prever que essas consequências se alastrem são bem pertinentes. E à nós, cidadãos comuns, que apenas seguimos procurando nossa subsistência e, com pouco conhecimento de como o Governo Federal conduz políticas públicas ambientais, cabe, então, a busca por alternativas que contornem essas mudanças climáticas em nossas fronteiras cotidianas.

Algumas delas são: Parcerias de financiamento público-privado e pagamentos por serviços ambientais para otimização dos recursos dentro de casa, como: abastecimento de água de chuva e uso de aquecedores solares, que são alternativas que contribuem com a eficiência energética e hídrica; Além disso, é possível buscar reduzir o consumo de alimentos produzidos com excessos de fertilizantes, optando por possuir uma horta em casa ou consumindo de fornecedores locais; A maior fonte de emissão de gases do efeito estufa vem de desmatamentos e cultivo de gado, o que significa que o consumo consciente e local de produtos leva à uma menor emissão destes. Também cabe citar a redução consciente do lixo, principalmente plásticos e embalagens, optando por consumir produtos a granel e orgânicos. E, claro, o investimento sustentável em fontes de energia não poluidoras, isso é, que não emitem gases do efeito estufa, como paines fotovoltaicos e turbinas eólicas.

Nesse último segmento, a Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo anunciou que existe um estudo feito pela SEBRAE e Banco Interamericano de Desenvolvimento e Organização dos Estados Iberoamericanos que, somente o mercado fotovoltaico brasileiro pode movimentar 313 bilhões de reais nos próximos 10 anos e que a fonte solar pode representar 32% da matriz elétrica nacional em 2040, com 75% da capacidade instalada proveniente de geração distribuída e o restante de geração centralizada.

Se os incentivos nesse setor continuarem, como também os de eficiência e economia hídrica, sustentabilidade urbana  (considerando infraestrutura de transportes) e sustentabilidade agrícola (com menor desmatamento e uso consciente de defensores agrícolas), muitos dos impactos climáticos podem ser mitigados. Por enquanto, cabe a nós procurarmos por alternativas conscientes de uso e reuso dos recursos naturais e lutar para que políticas públicas sejam cada vez mais implementadas nesse sentido.

 

Fontes:

Quinto Relatório IPCC, 2014

Site da Secretaria de Energia e Mineração do Estado de São Paulo

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