Corrente Contínua para Corrente Alternada

Corrente Contínua para Corrente Alternada

Muitos não sabem, mas inicialmente a energia produzida pela maioria dos geradores de energia limpa – como a fotovoltaica – não pode ser simplesmente inserida no nosso sistema de rede elétrica. Isso acontece porque a energia é gerada na forma de corrente contínua (CC), ou seja, não há variações na corrente ao longo do tempo, enquanto que a corrente que recebemos em nossas casas está na forma de corrente alternada (CA), isto é, há variação de corrente ao longo do tempo, com sua forma parecida a uma senóide. Como é demonstrado na figura abaixo.

O fornecimento de eletricidade atual é na forma de corrente alternada graças à “Guerra das correntes”, uma disputa entre um grande cientista e inventor chamado Nikola Tesla unido ao seu empresário George Westinghouse contra outro conhecido inventor, Thomas Edison, no final do século XX. Edison defendia o uso da corrente contínua para a distribuição de energia enquanto Tesla a corrente alternada.

Em meio a esta competição ocorreu o famoso evento em que Thomas Edison eletrocutou uma elefanta em praça pública com corrente alternada para mostrar o risco vinculado à mesma desmotivando o uso deste novo recurso. A corrente contínua não propicia o “choque” como conhecemos da alternada por não apresentar pulsos, porém também é muito perigosa quando em contato com um ser vivo, podendo causar queimaduras externas e internas ao corpo. Tal ato, por fim, tornou-se completamente desnecessário, pois a corrente alternada provou-se mais benéfica do que a corrente contínua em sistemas de larga escala, principalmente no transporte de energia. A CA apresenta menor perda de energia em forma de calor em comparação a CC durante seu transporte e transformação; e necessita de um único gerador para alimentar uma cidade enquanto que a contínua necessitaria de uma fonte de alimentação para cada edifício ou grupos pequenos de residências. Diante disso, hoje em dia usamos a energia alternada em nossos sistemas de distribuição e transmissão.

A eletricidade de fontes não variantes, então, para ser utilizada necessita de componentes elétricos especiais para converter a corrente gerada de forma contínua em uma corrente alternada. O aparelho elétrico o qual realiza esta transformação CC-CA é chamado de inversor.
O inversor é um equipamento elétrico composto por diodos, capacitores, resistências, transistores e um transformador formando um circuito separado em três blocos: um oscilador de potência, um transformador e um regulador de tensão.
O sinal contínuo entra no oscilador e é convertido em um sinal variante, para depois ser inserido no transformador. O transformador converte a baixa tensão em alta tensão alternada, porém este sinal ainda não é perfeitamente senoidal, pois pode apresentar alguns ruídos e picos de energia que danificariam equipamentos mais sensíveis, assim, por último entra o regulador que irá regular este sinal e deixá-lo em ótimo estado de uso sendo finalmente aplicado na rede padrão.
Abaixo, são mostradas duas ilustrações, a primeira são os blocos do inversor e a segunda, os componentes eletrônicos de um exemplo de circuito inversor de corrente contínua 50V em 110V alternada.

Escrito por Ananda Nogueira

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