Matriz Elétrica Brasileira: Você a conhece?

Posted on setembro 17, 2020setembro 17, 2020Tags , , , , , , ,   Leave a comment on Matriz Elétrica Brasileira: Você a conhece?

Existem alguns pontos importantes sobre o modelo de desenvolvimento do setor elétrico brasileiro que valem a pena ser levantados e discutidos. Muitos deles positivos, em termos de geração de energia renovável e menos poluidora. Existe uma participação atual de 7,7% das energias eólica e solar, mostrando que, mesmo sendo iniciativas recentes, elas têm o poderio de participar cada vez mais substancialmente. Já são 470 parques eólicos e 60 parques solares espalhados pelo país, segundo o site da ANEEL em 11 de Outubro de 2017. O Nordeste desbanca como a região onde a sua geração é a mais limpa dentre as demais.

Em contrapartida, encontram-se outros pontos nos quais a matriz energética brasileira ainda não se adequou, muito possivelmente porque os assuntos não são do gosto das empresas ou órgãos governamentais, pois vai de encontro com os impactos negativos de seus empreendimentos e volumosos subsídios que ainda incidem sobre eles.

Estação de Energia Elétrica – Um dos destinos da Matriz Energética


A dependência de cerca 26,7% de usinas termelétricas tem claramente trazido danos quando se trata de poluição ambiental. Muito embora existam iniciativas que busquem trabalhar com insumos renováveis, como a cana de açúcar, a produção, em 2010, de toneladas de CO2 por termelétricas de gás natural foi de 13.129.981 de toneladas. Isso significa que, além da própria queima, a extração do insumo compromete ambientalmente o bioma. Registrou-se, nos últimos anos, uma descompensação climática em função das queimas, reduzindo a umidade em regiões onde a queima é deliberada ou até mesmo ilegal.


Outro ponto importante de discussão advém das usinas hidrelétricas. Desde meados de 1960, as usinas hidrelétricas começaram ter protagonismo dentro da matriz energética brasileira, e hoje, considerando as pequenas centrais, elas correspondem a cerca de 64% dessa matriz. Porém, por mais que elas tenham um apelo renovável, as hidrelétricas contribuíram com 36.448.295 toneladas de CO2 em 2010, significando que sua construção e operação geram danos ao equilíbrio da biota onde o projeto foi instalado. Já as energias consideradas limpas, emitiram cerca de 23.337 toneladas de CO2. Número impactante, claro, mas significantemente menor que os demais.


Além disso, uma das principais causas da migração forçada no Brasil são as barragens. O Instituto Igarapé analisou os custos socioeconômicos de cerca de 80 barragens construídas no Brasil desde os anos 2000. Após avaliar os dados, o Instituto estima que entre 150 e 240 mil brasileiros foram forçados a deixar suas casas em função da instalação dessas barragens.Esse impacto social ainda não teve suas consequências medidas, mas certamente elas já vem sendo sentidas há anos.


Enfim, o objetivo desse texto é demonstrar que a matriz energética brasileira, por mais que tenha um teor de renovabilidade considerável frente a outros países e ganho fama internacionalmente, precisa muito ser rediscutida quando o assunto é poluição, alteração do clima, emissão de CO2 e impactos sociais não discutidos pelo público em geral. O essencial é continuar discutindo, buscando, inovando. A energia é um setor cada vez mais crucial e constante. Portanto, tratar de energia solar é tratar do nosso cotidiano e dos nossos alcances, pois atualmente representa a grande oportunidade para que o Brasil possua energia suficiente para retomar seu crescimento econômico. E é preciso fazê-lo todos os dias.

Energia Solar: Fotovoltaica ou Térmica

Posted on setembro 17, 2020setembro 17, 2020Tags , , , , , ,   Leave a comment on Energia Solar: Fotovoltaica ou Térmica

Energia Solar

A utilização da energia proveniente do sol é, sem dúvida, umas das chamadas mais fortes e pertinentes da sustentabilidade urbana, desde os anos 70, quando critérios para sustentabilidade foram sendo trazidos para a vida cotidiana como premissas para que possamos brecar o aquecimento global e os desequilíbrios ecológicos causados pelas ações desenvolvimentistas. E, dentre as formas conhecidas do uso da radiação solar, hoje nos atentaremos em diferenciar 2 que designam funções importantes dentro do funcionamento um imóvel: A Energia Fotovoltaica e o Aquecimento Solar. Ambas, também, são importantes investimentos para o barateamento dos custos de energia e aquecimento hídrico desses imóveis.

O que são Aquecedores Solares?

Aquecedores solares são sistemas hidráulicos cujo princípio é a utilização da energia solar térmica para transferir calor da radiação solar para uma corrente de água fria. Posteriormente, essa massa de água aquecida pode ser usada em chuveiros, piscinas, torneiras ou equipamentos dentro de uma indústria que requeiram aquecimento.

A captação da radiação acontece por placas metálicas pretas (a cor preta facilita a absorção do calor) que estão dentro de um coletor solar, onde a água passa. Após o aquecimento, a água fica retida em um Boiler, reservatório que possui um material de revestimento isolante para que a água mantenha-se aquecida.

O coletor solar, em geral, tem uma cobertura transparente, que permite a reflexão dos raios solares para as placas metálicas refletoras (normalmente constituídas de alumínio ou cobre). A circulação de água dentro do sistema pode ser feita por motobombas (para grande porte, como um indústrias) ou por um processo natural chamado termofissão, onde a movimentação do fluido se dá por diferença entre densidades das correntes fria e quente. A seguir, há uma foto explicativa sobre o aquecimento solar.

O que são Placas Solares Fotovoltaicas?

Placas fotovoltaicas são sistemas elétricos cujo princípio é a utilização da radiação solarpara gerar energia elétrica. Posteriormente, essa energia servirá para abastecer os aparelhos eletrônicos de um imóvel ou processos industriais que possam requeri-la.

As placas (também conhecidas como um conjunto de células) fotovoltaicas são feitas de um material (normalmente silício cristalino) que reage com a luz solar para que aconteça o efeito fotoelétrico dentro da célula, no qual elétrons são transferidos entre camadas interatômicas e geram energia durante essa locomoção. Essa energia têm uma diferença de potencial associada, medida em volts, que gera uma corrente elétrica. Essa, então, é levada até um inversor, que converte a corrente elétrica gerada de tipo CC (corrente contínua) para CA (corrente alternada), passada para o quadro de distribuição e pronta para ser utilizada nos dispositivos elétricos existentes. A seguir apresentamos uma foto desse sistema.

Postaremos mais detalhadamente sobre o sistema solar fotovoltaico nas próximas postagens! Fique ligado (a)!

Energia Solar no Espaço

Posted on setembro 17, 2020setembro 17, 2020Tags , , , , , ,   Leave a comment on Energia Solar no Espaço

A conquista do espaço sempre esteve presente nos anseios da humanidade desde que os primeiros seres humanos começaram a observar a imensidão acima de nossas cabeças. Porém, foi somente em 1957, com o início da corrida espacial, que a antiga União Soviética conseguiu lançar o primeiro satélite na órbita da Terra, o Sputnik I, em uma disputa bastante acirrada com os Estados Unidos. O Sputnik I tinha como função apenas transmitir um sinal de beep, que podia ser captado na Terra. Apesar de simples, o Sputnik I iniciou uma era de conquista espacial que se mantém até hoje.

A conquista do espaço sempre esteve presente nos anseios da humanidade desde que os primeiros seres humanos começaram a observar a imensidão acima de nossas cabeças. Porém, foi somente em 1957, com o início da corrida espacial, que a antiga União Soviética conseguiu lançar o primeiro satélite na órbita da Terra, o Sputnik I, em uma disputa bastante acirrada com os Estados Unidos. O Sputnik I tinha como função apenas transmitir um sinal de beep, que podia ser captado na Terra. Apesar de simples, o Sputnik I iniciou uma era de conquista espacial que se mantém até hoje.

Uma das questões primordiais na conquista do espaço era a obtenção de energia para alimentar os equipamentos que fossem lançados para fora da Terra. Enquanto o Sputnik I levava uma bateria a base de Prata e Zinco, para as futuras missões espaciais seria necessário uma fonte de energia renovável, que pudesse funcionar por um longo tempo, e que não necessitasse de manutenção.

Satélite Sputnik I (1957 – URSS)

Foi então que, nos fins da década de 1950, o cientista alemão Hans Ziegler, conseguiu convencer a NASA a aplicar a tecnologia de painéis solares em um satélite. O Vanguard I foi o primeiro satélite lançado pela NASA, em 1958, que usava pequenos painéis solares para alimentar seus equipamentos. Ele era do tamanho de uma bola de futebol, e continha 4 pequenos painéis fotovoltaicos que foram capazes de gerar energia suficiente para manter o equipamento funcionando por 7 anos.

Apesar de ser considerada uma tecnologia pouco desenvolvida na época, a persistência do Dr. Ziegler fez surgir um dos mais importantes equipamentos para satélites, sondas e todos os outros equipamentos que exploram o espaço até hoje. Por esse feito, Ziegler é considerado o pai dos satélites com energia solar.

A partir do lançamento do Vanguard I, começou-se a usar painéis solares para gerar energia na maioria dos satélites e sondas, incluindo também a estação espacial internacional (ISS). O telescópio espacial Hubble.

Telescópio Espacial Hubble (1990 – NASA)

é um exemplo bastante interessante, que foi lançado em 1990 e se encontra em operação até hoje. Desde o seu lançamento, seus painéis solares foram substituídos 2 vezes por painéis mais modernos, mantendo assim, todos os equipamentos do telescópio em pleno funcionamento.

Já a sonda Rosetta, lançada em 2004 pela Agência Espacial Européias (ESA), para explorar o cometa  67P/Churyumov-Gerasimenko, usa 2 conjuntos de painéis fotovoltaicos de 32m² cada, capazes de gerar 850W a uma distância de 792 milhões de quilômetros  da Terra.

Sonda Espacial Rosetta (2004 – ESA)

É um dos equipamentos movidos a energia solar que mais se distanciaram da Terra. A sonda Juno, que chegou a Júpiter em 2016, atingiu uma distância ainda maior, de 793 milhões de quilômetros da Terra, a maior já alcançada, e seus painéis solares são capazes de produzir energia elétrica com apenas 4% da luz que é recebida aqui na Terra.

Existem inúmeros outros equipamentos de exploração espacial que utilizam a geração de energia a partir do sol, como os robôs Spirit e Opportunity que foram lançados para explorar a superfície de Marte, além de satélites que ficam estacionados na órbita terrestre.

Estação Espacial Internacional (1998)

De modo geral, os painéis usados em equipamentos espaciais precisam ter uma grande área de superfície que pode ser apontada para o sol. A maioria desses painéis são móveis, e podem ser direcionados para o sol, garantindo energia em todo o tempo, ou mesmo serem direcionados para o lado oposto ao sol, quando as baterias já estão totalmente carregadas. Esse é o caso da estação Espacial Internacional que possui um total de 375m² de painéis fotovoltaicos que rastreiam o sol, maximizando a produção de energia elétrica.

Sobre a composição dos painéis, as células solares usadas no espaço, em geral usam Arsênio e Gálio em sua composição, o que garante maior eficiência na produção de energia elétrica. Em testes já realizados na superfície da Terra, esse tipo de painel chegou a ter eficiência de 33,9%, praticamente o dobro das placas comuns de silício. O que limita a produção comercial de painéis a base de Arsênio e Gálio ainda é seu alto custo. O uso de Arsênio e Gálio prolongam a vida útil dos painéis. Além dos materiais utilizados nas células, vários outros aspectos tem sido estudados para melhorar a eficiência dos painéis fotovoltaicos usados no espaço como o uso de múltiplas junções.

Podemos ver que além de proporcionar avanços na exploração espacial, as pesquisas nessa área acabam por influenciar diretamente nos produtos que são comercializados no nosso dia-a-dia, inserindo novas tecnologias, reduzindo custos de produção e garantindo maior qualidade dos painéis fotovoltaicos e outros equipamentos.

Tipos de painéis fotovoltaicos

Posted on setembro 16, 2020setembro 17, 2020Tags , , , , ,   Leave a comment on Tipos de painéis fotovoltaicos

Existem diversos tipos de painéis fotovoltaicos e a escolha do painel fotovoltaico é fundamental em termos de elaborar um projeto condizente com o consumo e área disponível de um imóvel. Dessa forma, saber qual painel se encaixaria dentro as especificações do projeto é um dos primeiros passos a se traçar e que garante o sucesso do mesmo. Acompanhe com a gente quais são os tipos mais comuns!

1. Silício

A grande maioria dos painéis produzidos hoje são feitos de Silício. O fator mais importante para determinar a eficiência do painel é a pureza do Silício e, quanto mais puro, maior a conversão de luz solar em energia elétrica. Normalmente, os tratamentos dados para a purificação do Silício são dispendiosos, o que pode tornar o projeto inviável. No entanto, já existem procedimentos convencionais de purificação, como a tecnologia do silício cristalino e bruto, que estão ficando cada vez mais em conta. Neles, a eficiência varia de 15% a 21%.

1.2 Monocristalinos

Os painéis solares monocristalinos são feitos a partir de um único cristal ultrapuro (lingote), cortados em lâminas, que posteriormente se transformarão nas células fotovoltaicas azuis escuras ou pretas.

1.3 Policristalinos

Os painéis solares de silício policristalinos têm um método de fundição que preserva múltiplos cristais e, quando ele é cortado, é possível reconhecer a sua formação através da cor mais azul e prateada.

1.4 Silício Amorfo

Existe, também, o Silício Amorfo, cujas aplicações, geralmente, são em materiais menores, como calculadoras. O fato do ordenamento das moléculas ser aleatório, sem a formação de cristais, torna a eficiência da célula mais baixa, entorno de 9%. Assim, esse elemento é mais usado quando o aparelho não exige energia com tanta frequência, o que também abaixa seu custo.

1.5 Híbridos

Há a pesquisa entorno da junção de materiais fotovoltaicos que, quando combinados, podem trazer mais eficiência. É o caso do painel híbrido, cuja eficiência pode chegar a 23%. Basicamente, esses painéis surgem da junção de Silício Monocristalino com a passivação do Amorfo, gerando um painel com a cor preta e sem reflexo.

2. Telureto de Cádmio

Esse material tem um melhor custo/eficiência em comparação aos painéis solares de Silício, porém sua eficiência é menor, entre 9-11%. No mundo, as instalações com esse material são tipicamente grandes usinas solares. Além disso, esse painel faz parte da categoria de painéis de filme fino, onde várias camadas finas desse material são depositadas sobre um substrato.

3. Células Fotovoltaicas Orgânicas

Também são da categoria filme fino, porém é feito de polímeros orgânicos condutores. O custo é mais baixo, porém não é comum encontrar a produção em larga escala.

Energia Solar Acessível

Posted on setembro 16, 2020setembro 16, 2020Tags , , , , , , , , , , ,   Leave a comment on Energia Solar Acessível

Um levantamento realizado por órgãos que atuam no ramo de energia solar, constatou redução significativa de preços nos projetos de geração distribuída no último ano. O valor dos equipamentos caiu 30%, enquanto o serviço de instalação teve redução de 40%. Além disso, o interesse do consumidor por sistemas fotovoltaicos dobrou nos últimos 12 meses, o número de instalações também aumentou, o que contribuiu para a queda dos preços.

Energia Solar barata, agora sim! Um dos motivos dessa redução do custo passa pelo aumento da oferta dos painéis solares pelo mercado chinês, que hoje é responsável pela produção de 80% desses equipamentos. Além disso, as altas tarifas das distribuidoras e a possibilidade da venda direta ajudaram a despertar o interesse do consumidor em gerar a própria energia. A retração, apontou, teve como consequência um retorno financeiro na faixa de 20% a 30% ao ano, sendo mais rentável que o CDB ou poupança.

No modelo de venda direta da empresa, explicou, o cliente final paga o equipamento para o portal enquanto o serviço de engenharia e a instalação para a empresa que realizará o serviço. Segundo Rodrigo Meyer, do Portal Solar, a vantagem desse sistema de cobrança é que não ocorre tributação dupla do equipamento e permite que as empresas instaladoras possam operar sem estoque, no modelo just in time.

Se você deseja reduzir seus custos com energia elétrica em casa ou empresa acesse nosso site e entre em contato conosco via email ou whats app. Conheça nossa loja virtual de kits de energia solar para comprar online e receber em seu estabelecimento. Um abraço e até mais!

FONTE: SECRETARIA DE ENERGIA E MINERAÇÃO E PORTAL SOLAR