LIÇÕES DA DINAMARCA EM SUSTENTABILIDADE

LIÇÕES DA DINAMARCA EM SUSTENTABILIDADE

A Dinamarca é referência, historicamente, em energia eólica. Atualmente, quando se discute qual é a parcela máxima que esta fonte pode contribuir para a matriz nacional, a atenção se volta àquele país, inevitavelmente. Além de ter como objetivo suprir toda a energia elétrica por fontes renováveis em 2035, a Dinamarca foi um país pioneiro na geração eólica. Em 1908, nos primórdios da tecnologia, contava com mais de 70 geradores, e o design de turbinas amplamente utilizado hoje foi desenvolvido pelos Dinamarqueses entre os anos 70 e 80.

Observando a realidade brasileira, estamos em vantagem mundial em relação à emissão de poluentes na geração de energia. Nossa matriz, amplamente baseada na geração hidrelétrica, apresenta outras fragilidades. Além da crescente pressão contrária às hidrelétricas de grande porte, em especial na região amazônica, compreendidas muitas vezes como não sustentáveis, somos grandes dependentes do regime de chuvas e assim, é comum que o Brasil seja ameaçado por apagões em épocas de estiagem.

Felizmente, o regime de ventos brasileiro é muito mais expressivo na época de seca, e por isto o investimento em parques eólicos é uma grande opção para aumentar a segurança energética nacional. Esta importância é um grande indicativo de que devemos olhar para a Dinamarca como exemplo. Alias, cabe ressaltar que a primeira turbina eólica instalada no Brasil, em 1992, foi financiada pelo instituto de pesquisas dinamarquês Folkcenter.

Ao observar o país europeu como exemplo na geração sustentável de energia elétrica, pode-se identificar a necessidade de estimular, aqui no Brasil, a descentralização de parques eólicos. Desta maneira, garante-se um menor impacto visual e ambiental aliado devido à menores parques,  além de estimular a sustentabilidade socioeconômica, distribuindo renda e ganhos com a energia renovável.

Esta questão foi bem observada pela equipe do DTI Global Watch, que elaborou o relatório de Energia Cooperativa: Lições da Dinamarca e Suécia, com o objetivo de levar ao Reino Unido os princípios escandinavos de uma abordagem em políticas energéticas que visam, além do lucro e desenvolvimento econômico sustentável, suprir demandas sociais.

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Parque Off-shore de Middelgrunden

Ao viajar pelas estradas da Dinamarca, é comum encontrar parques eólicos de poucas turbinas. Geralmente são duas ou três torres de propriedade de associação de moradores, municípios ou cooperativas locais. Mesmo em projetos mais audaciosos como o parque eólico off-shore de Middelgrunder, 90% das participações das turbinas são de organizações locais e pessoas físicas.

 

 

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Turbinas no litoral de Aero

Um outro exemplo de grande visibilidade é a geração de energia na “ilha sustentável” de Samso (Samsø, em dinamarquês). Além de investir em agricultura orgânica, agroflorestal e permacutura, a ilha se tornou modelo de energia sustentável ao ganhar um edital do governo dinamarquês. Desta maneira, atualmente 100% da demanda de energia elétrica da ilha é suprida por energia eólica e 75% do aquecimento residencial é gerado a partir de energia solar e biomassa. Além de Samso, a ilha de Aero (Ærø, em dinamarquês) também é um exemplo em sustentabilidade energética, que instalou seis turbinas no litoral da ilha cuja a propriedade é de moradores locais, gerando eletricidade para cerca de 7000 pessoas.

No Brasil, os parques eólicos em funcionamento e aqueles em fase de implantação nos enchem de orgulho, por nos introduzirem aos serviços modernos de energia renovável. Porém, o que podemos tirar de lição de uma das maiores referências no que tange à geração de energia limpa é o estimulo à propriedade local e descentralizada de usinas de energia elétrica por fontes renováveis.

Estes modelos são estudados pela equipe da GreenBras Energia Limpa e nos inspiram para impactarmos positivamente a sociedade brasileira de maneira ambientalmente sustentável e estimulando um ambiente de negócios competitivo.

 

Guilherme Justino da Silva

GreenBras Energia Limpa

 

One thought on “LIÇÕES DA DINAMARCA EM SUSTENTABILIDADE

  • O êxodo rural está mais presente que nunca em nossas vidas, a família rural saiu do campo e isso é fato em todo o desde o engano da revolução industrial, quando foram prometidos falsos benefícios de ter um emprego e viver na cidade.

    Hoje nosso grande desafio – e objetivo – é combater o êxodo rural e trazer de volta as famílias para o campo de maneira digna, por meios de incentivo à produção rural, formando assim um maior número de agricultores familiares. O único problema é que o homem, depois de experimentar a vida na cidade, não quer mais ter como sua única amiga a enxada. É aí que nós entramos.
    Com acesso à informação, o novo agricultor familiar tem os mesmos benefícios dos grandes latifundiários, ou seja, a tecnologia e o conhecimento andam ao seu lado, e não somente a enxada e o financiamento do plantio, colocando em risco suas terras ano após ano, colheita após colheita.

    Com visão diferenciada, o fazendeiro Rogerio Festa, da FAZENDA PROAGRO ( http://fazendaproagro.com.br ) acredita que o agricultor familiar moderno não precisa mais da enxada como parceira, mas sim de um engenheiro agrônomo, um economista, um administrador, enfim, profissionais que juntos possam extrair o máximo da terra com o melhor custo benefício, maiores rendimentos de maneira orgânica e consciente. É isso que a FAZENDA PROAGRO oferece.

    “Somos a geração saúde e podemos fazer a diferença trazendo o homem de volta ao campo de maneira digna e moderna, desta vez com acesso à internet, um mundo de informações e apoio da tecnologia e estudiosos do ramo, garantindo um cultivo seguro, protegido com agricultura orgânica e sintropia da natureza.”, disse Rogerio Festa.

    Na cidade de Almería, na Espanha, tudo é cultivado em estufas, e de lá vem todo nosso suporte técnico para trazer ao Brasil o melhor do agronegócio em cultivo protegido do planeta.

    A Fazenda Proagro é o mundo dos agronegócios para o pequeno agricultor, hoje somos 531 famílias no campo, amanhã seremos 5 milhões.
    O mundo dos agronegócios ao alcance de todos.
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