A ENERGIA SOLAR NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL DO BRASIL

A ENERGIA SOLAR NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL DO BRASIL

Os projetos de grandes construções ao redor do mundo têm se preocupado cada vez mais com a sustentabilidade, visto que o custo dessas obras é faraônico, e mais preocupante do que a obra em si, é a manutenção durante as décadas seguintes a sua finalização.

Para não se transformarem em verdadeiros elefantes brancos, edifícios inteligentes têm sido projetados para que não causem prejuízos após a sua inauguração. Mais ainda, a preocupação ambiental pode gerar, além dos benefícios financeiros um meio de divulgação de marketing que atrai mais pessoas e leva outros empreendimentos a adotarem técnicas de sustentabilidade. Dentre essas técnicas, a energia solar é um dos principais sistemas que têm sido inserida nesses edifícios, de forma a harmonizar o custo energético e até mesmo a estética da construção.

E nada mais comum ao se falar em grandes construções do que mencionar os grandes estádios de futebol ao redor do mundo. Além disso, a cada 4 anos, vários estádios são construídos ou totalmente reformados para receber a copa do mundo.

No caso do Brasil, devido a Copa do Mundo de 2014, vários estádios foram remodelados e receberam tecnologias para se tornarem sustentáveis e obterem a certificação da FIFA. Vejamos alguns deles:

1 – Maracanã, Rio de Janeiro/RJ

Devido às reformas para a Copa do Mundo de 2014, o Maracanã recebeu cerca de 2.380m² de painéis fotovoltaicos, num total de 1.552 módulos instalados na borda do anel da cobertura do estádio. O sistema de cerca de 400KWp permite a geração de 500 MWh de energia por ano, o equivalente ao consumo de 240 residências. O projeto evita o despejo de 2.560 toneladas de CO2 na atmosfera por ano, se comparado com uma usina termoelétrica, e auxilia na redução do consumo de energia do estádio.

Estádio do Maracanã na cidade do Rio de Janeiro, RJ.

2 – Estádio Mané Garrincha, Brasília/DF

Inaugurado em 2013, como parte dos estádios para a Copa de 2014, o novo estádio Mané Garrincha, com capacidade para 70.000 torcedores, conta com um sistema de captação de energia solar de 2,5 MWp instalado no perímetro de sua cobertura. Os painéis fotovoltaicos ocupam cerca de 15 mil m² – 75% da área de concreto da cobertura. A energia elétrica gerada é suficiente para alimentar cerca de 60 mil residências.

Estádio Mané Garrincha, em Brasília, DF.

3 – Estádio do Mineirão, Belo Horizonte/MG

O Estádio Governador Magalhães Pinto, o Mineirão, foi um dos primeiro a entrar em operação no Brasil com uma usina solar fotovoltaica própria, e potência de 1,42MWp. São cerca de 6.000 painéis fotovoltaicos, e toda a energia gerada é injetada na rede de distribuição da CEMIG para ser comercializada. A geração de energia elétrica no Mineirão é capaz de suprir cerca de 900 residências anualmente.

 

Estádio do Mineirão, Belo Horizonte, MG.

4 – Arena Pernambuco, Recife/PE

A usina solar da Arena Pernambuco não fica instalada no estádio, mas sim em uma área de 15mil m² anexa ao estádio, e é responsável por cerca de 30% do consumo de energia do estádio. São cerca de 3.652 painéis que geram 1MWp de eletricidade, o suficiente para abastecer cerca de 6 mil habitantes. A produção excedente é injetada na rede da CELPE.

Usina da Arena Pernambuco, em Recife.

5 – Estádio Pituaçu, Salvador/BA

O Estádio Governador Roberto Santos, mais conhecido por Estádio de Pituaçu, possui capacidade para 32.157 espectadores (depois da reforma e ampliação).

Em 2012, iniciou-se o projeto Pituaçu Solar, um sistema de geração de energia solar fotovoltaica com capacidade de produzir de 633MWh por ano. A energia elétrica gerada garante a autossuficiência elétrica do estádio e o excedente é fornecido aos prédio das secretarias do Trabalho (Setre) e da Administração (Saeb), no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Com esse projeto, até o fim de 2014 os gastos com energia foram reduzidos em 400 mil reais. O estádio Pituaçu é considerado pioneiro na geração de energia através de sistemas fotovoltaicos no Brasil.

Estádio de Pituaçu, Salvador, BA.

6 – Arena Fonte Nova, Salvador/BA

A Arena da Fonte é mais um estádio baiano com selo de sustentabilidade. O estádio possui um sistema fotovoltaico capaz de gerar 750 MWh por ano – o equivalente ao consumo médio de 625 residências baianas. Os painéis foram instalados no anel de compressão da cobertura

Arena Itaipava Fonte Nova, em Salvador, BA.

 

Outros clubes, como o Corinthians e o São Paulo já fazem estudos para a implantação desse tipo de sistema em seus estádios,  o Itaquera e o Morumbi.

Em muitas dessas grandes construções, a geração própria de energia elétrica já é uma realidade. Em outras, é apenas uma questão de tempo para que se tornem parte do seu dia-a-dia. Mas, as pequenas construções também fazem parte dessa nova onda e estão se tornando cada vez mais independentes das grandes concessionárias de energia.

Sejam pequenas ou grandes, todos estão fazendo a sua parte para mudar a forma com que geramos energia, e tornar o nosso planeta mais sustentável.

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6 thoughts on “A ENERGIA SOLAR NOS ESTÁDIOS DE FUTEBOL DO BRASIL

  • Olá equipe GreenBras!
    Gostaria de parabenizá-los por promoverem a energia solar no Brasil. Excelente trabalho!!!

    • Olá Silvério.
      Vamos supor que o cliente consome 400Kwh/Mês, e que o investimento inicial do sistema se paga em 4 anos. Considerando que um sistema fotovoltaico dura no mínimo 25 anos (pode durar mais tempo também), o cliente terá 21 anos de economia na conta de luz. Se o Kwh custa R$0,65, em 21 anos a economia será de cerca de R$ 65.520,00, isso sem considerar os aumentos das tarifas de energia ao longo dos anos. Na prática, a economia será maior do que esse valor.

      Obrigado pelo seu contato.

  • Bom dia equipe,muito legal esses projetos solares nos estádios interessante eu sabia do estádio de pituaçu,mas não sabia que a Arena Fonte Nova tinha placas solares…

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